8 dicas para fazer uma proposta de design com orçamento

Para quem está se aventurando no universo do design, é sempre um desafio conseguir conciliar a rotina de trabalho com a organização de um bom orçamento de design. Tudo pode virar um verdadeiro caos se não souber se dividir entre criar, vender, entregar, testar e até gerir as atividades financeiras.

Se você se identificou com essa situação, deve saber que a proposta certa aumenta significativamente as chances de conquistar novos clientes e melhora sua credibilidade, já que evidencia o verdadeiro valor do seu trabalho.

Por isso, não deixe de conferir estas dicas que preparamos para você se destacar na sua próxima proposta de design!

1. Converse com o cliente

Antes de mais nada, você deve conhecer as expectativas do cliente e do que ele precisa para aquele momento. Por isso, agende um encontro, seja no próprio escritório do cliente, em um café ou por videoconferência, se necessário.

Ao consultar o site ou o blog da empresa, reúna um briefing com informações relevantes para a conversa, como missão, valores e área de atuação. Identifique também seus concorrentes, pois isso é importante para levantar os diferenciais competitivos.

2. Identifique o público-alvo

Para elaborar uma proposta de melhoria, é preciso conhecer o estilo de vida do usuário final, observando pontos como faixa etária, gênero, trabalho, hábitos de consumo, etc. Considere também questões como suas preocupações, dúvidas e aspirações diárias.

Isso te ajudará a identificar quais são as características desejáveis para o seu projeto de design, como qual material a ser utilizado, a textura, formas, cores, etc. Esse apelo emocional permite criar uma experiência única, marcante e duradoura.

3. Defina os requisitos

Para facilitar o direcionamento da sua proposta, entenda a dimensão do projeto solicitado pelo cliente. Por exemplo, um projeto de redesign pode ser inteiramente novo ou com ajustes mínimos. Isso inclui avaliar o porte da empresa e o impacto do projeto no ramo de atuação dela.

De acordo com a ênfase do projeto, liste preliminarmente quais materiais e recursos estão disponíveis e quais serão necessários para atingir o objetivo final da proposta. No caso de uma identidade visual, deve-se considerar logotipo, cartão de visita, folders, entre outros itens.

4. Estabeleça os prazos

O cronograma é essencial para organizar as tarefas necessárias à concretização da proposta, assim como para manter o cliente informado sobre o trabalho. Depois de descobrir os prazos disponíveis, o ideal é sempre acrescentar um tempo para prevenir qualquer imprevisto.

Além disso, o calendário também ajuda a determinar o valor do seu orçamento de design.

Projetos de maior impacto requerem planejamento e dedicação completa em etapas específicas. Logo, seu custo será mais alto. Estabeleça também um prazo de validade para a proposta, pois essas metas foram baseadas somente nas necessidades daquele momento em específico.

5. Elabore o repertório visual

Os painéis semânticos (mood boards) organizam visualmente toda a pesquisa informacional, servindo de inspiração para o desenvolvimento criativo de uma nova proposta. Eles podem ser agrupados em: estilo de vida do público-alvo, expressão do produto, materiais, cores, produtos similares, entre outros.

Esses painéis também são uma ótima pedida para explicar didaticamente o conceito da sua proposta ao cliente. Você pode utilizar plataformas simples de colagens como Canva, Google Fotos, e Pinterest.

6. Apresente a solução ideal

A solução deve focar nas aplicações práticas, com ambientações de uso e projeções futuras. Reforce suas vantagens apontando estatísticas e cases de sucesso.

Para expor sua ideia ao cliente, vale desde apresentações bombásticas até um miniportfólio por escrito.

O objetivo aqui não é a complexidade: às vezes, para conquistar um cliente, basta uma capa simples com dados de contato e sua marca pessoal, mostrando que mesmo uma documentação pode parecer personalizada e profissional.

Existem algumas plataformas que você pode utilizar para criar sua apresentação. Avalie o perfil de cada cliente e trace estratégias compatíveis. Recomendamos que inclua além dessas informações: descrição breve do seu currículo, principais trabalhos naquele segmento e até o seu processo criativo.

7. Defina um orçamento adequado

O orçamento de design deve considerar aspectos como segmento da empresa, dimensão do projeto e prazos disponíveis. Reserve essa etapa para o final. Dessa forma, o cliente absorve primeiro o valor do seu trabalho em vez de ater-se somente aos preços.

Isso também evita que, durante a pressa, você se esqueça de considerar alguns detalhes importantes: despesas com materiais e recursos, custos adicionais com o tempo de pesquisa e até mesmo a assinatura de um banco de imagens.

Calcule a sua hora de trabalho a partir da sua carga horária disponível. Inclua também o seu próprio nível de experiência com aquele tipo de projeto, pois isso determina a dificuldade em desenvolvê-lo. Depois de considerar esses itens, é só fazer um orçamento com base no tempo médio que você levará para concluir o projeto solicitado.

Sempre que possível, separe os valores de cada item solicitado pelo cliente, pois isso o ajudará a entender a base do cálculo final do orçamento. Para facilitar a sua organização, você pode separar também pacotes de serviços que oferece, por exemplo, identidade visual ou desenvolvimento de site.

8. Determine um roteiro próprio

Cada designer tem a liberdade de construir uma proposta conforme suas exigências e foco do projeto, seja ele de produto, seja de interface ou gráfico. Por esse motivo, não há um roteiro universal para elaborá-la: é preciso realizar um trabalho colaborativo entre você e o seu cliente.

Saiba que passar o orçamento de design logo na primeira conversa não é uma estratégia recomendada. Isso porque, na ansiedade de fechar o negócio, você pode se esquecer de detalhes que posteriormente te deixarão em desvantagem.

Considerando que o cliente sempre tentará pechinchar ao máximo, cabe a você manter o orçamento consistente.

Procure não negociar preços abaixo da sua própria tabela, pois eles podem te render trabalhos no curto prazo, mas podem também desvalorizar o seu esforço. Não se esqueça: parte da sua motivação vem da quantia que você vai receber.

Agora que você aprendeu a elaborar um bom orçamento de design, que tal continuar recebendo dicas como essas? Assine a nossa newsletter e tenha os nossos conteúdos em primeira mão!

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(Última atualização em: 25 de julho de 2017)

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