Carreira em TI: quais os profissionais mais requisitados no Brasil?

(Última atualização em: 30 de maio de 2017)

Você procura capacitação para o mercado de trabalho, mas tem dúvidas sobre qual profissão seguir? Está com medo de ir por um caminho com pouca oferta de emprego? Então, que tal pensar com carinho em escolher alguma das carreiras em TI (tecnologia da informação)?

O ramo de tecnologia é sempre uma boa pedida. Existem muitas vagas de emprego abertas, as empresas sempre buscam profissionais qualificados e esse setor resiste bem às crises econômicas.

Mesmo quando o país vai mal, as empresas inovadoras de tecnologia acham um caminho para seguir crescendo e contratando.

A ideia interessou? Que bom! Para ajudá-lo a tomar uma decisão tão importante como essa, elencamos alguns dos profissionais de TI mais requisitados para 2017. Veja qual se encaixa melhor no seu perfil profissional. Boa leitura!

Especialista em UI e UX

Designer de interface de usuário (UI) e designer de experiência do usuário (UX) são siglas semelhantes e podem até ser confundidas por muita gente, mas é importante saber qual a diferença entre elas.

UI é aquele profissional responsável por projetar o desenho da interface pela qual o usuário vai interagir com a empresa. Por exemplo, ele vai projetar o design de um site ou aplicativo, prevendo quais serão as funcionalidades disponibilizadas para o cliente.

UX é o profissional que vai além dessa função. É responsável por planejar toda a interação da empresa com o usuário final. Ele pensa de forma mais global, mais geral. Por exemplo, ele estuda quais são os serviços ou produtos que a empresa pode oferecer para que o cliente viva a melhor experiência possível.

Outra função do UX designer é estruturar as formas como a empresa vai oferecer o produto/serviço ao cliente: inbound marketing, e-mail list, site, etc.

Em linhas gerais, ele atua para aprimorar o relacionamento da empresa com o cliente. A ideia é entender todas as necessidades dos usuários (até mesmo aquelas que os próprios usuários ainda nem perceberam) para deixá-los satisfeitos.

Esse nicho de mercado é voltado para funcionários com formação nas áreas de comunicação, design e arquitetura. Requer conhecimento, principalmente, em ferramentas e softwares gráficos.

Desenvolvedor mobile

Com o crescimento acentuado na venda dos smartphones, os brasileiros estão sempre precisando de novos aplicativos, de novas atualizações e de novas ferramentas mobile. Dentro desse leque, entram desde apps de notícias, games, bate-papo, e-commerce e muito mais.

Para dar conta de tanta demanda, as empresas fabricantes de aplicativos precisam contratar desenvolvedores especializados na área. A função desses profissionais é programar aplicativos mobile, principalmente para Android e iOS (iPhone).

Os profissionais dessa área são desenvolvedores/programadores, muitos vindos de cursos técnicos ou de graduações, como ciência da computação e análise de sistemas. Segundo analistas de recursos humanos, há maior procura do que oferta de profissionais, por isso o bom profissional consegue emprego rapidamente.

Desenvolvedor full-stack

Esse profissional é a menina dos olhos do setor de TI.

O que é um desenvolvedor full-stack, afinal? É aquele desenvolvedor que domina bem as duas grandes áreas do desenvolvimento: back-end (atua na infraestrutura de servidores e bancos de dados) e front-end (responsável pela interface). De quebra, conhece também sobre banco de dados.

Essa característica completa faz do full-stack um profissional requisitado, pois transita bem entre as duas áreas e sua visão integradora melhora a produtividade da empresa.

Para chegar a ser um full-stack, o profissional precisa estudar e trabalhar bastante, mas vale a pena. Os salários são altos e as vagas de emprego não faltam. Em geral, os full-stacks vêm de faculdades como engenharia de software ou ciência da computação.

Chief Digital Officer (CDO)

Em bom português, Chief Digital Officer significa ser o chefe do escritório digital. É uma profissão recente e que, depois de ganhar força nos Estados Unidos, chegou ao Brasil. Nasceu para não deixar a empresa para trás no quesito tecnologia.

A missão do CDO é manter a empresa dentro do seu negócio principal e inserir novas tecnologias que surgem ano a ano. Esse cargo surgiu quando empresas consolidadas perceberam a dificuldade de aderir a grandes tendências, como Big Data, internet das coisas e inteligência artificial, e temiam ser superadas pelas rivais.

No Brasil, as vagas em CDO estão aparecendo agora, mas devem crescer muito nos próximos dois ou três anos. O perfil desse profissional é de alguém que entenda bem de business, administração, gestão e marketing, aliando essa visão a conhecimentos tecnológicos.

Cientista de dados (Big Data)

Você já parou para pensar no volume de informação e dados que estão na internet? As empresas, sim. Por isso, buscam profissionais que saibam lidar com todo esse volume. É o cientista de dados.

Esse profissional tem como missão coletar e analisar as informações para, em seguida, apontar insights que favoreçam a empresa. O cientista de dados, por exemplo, comprova por números o comportamento que o mercado consumidor terá nos próximos meses. Um conhecimento que vale ouro para as empresas, pois podem tomar decisões muito mais assertivas e lucrativas.

O cientista de dados precisa ter formação ampla. Conhecer estatística, dominar softwares de análise de dados (como o Excel), ser criativo e entender bem do mercado em que a empresa atua. Profissionais que dominam linguagens de programação como Python ou R são diferenciais. O cientista de dados atua em várias áreas, entre elas finanças, saúde e marketing.

Gestor de projetos

É um tipo de profissional requisitado por empresas de qualquer setor da economia. Não é à toa. O gestor de projetos é o responsável por tirar ideias e planos do papel e convertê-los em algo real, como um produto ou um serviço, por exemplo.

Cabe a esse profissional reunir e gerenciar a equipe, estabelecer responsabilidades, cobrar resultados e traçar o cronograma da execução, além de projetar e acompanhar o orçamento. Podemos dizer que o gestor de projetos é o coração da empresa. Se ele for competente, a empresa vai conseguir colocar seus planos em prática.

Os gestores de projetos vêm de áreas diferentes, mas em geral saem das faculdades de administração e engenharia. Além disso, há várias certificações oferecidas pelo mercado que proporcionam um diferencial ao profissional e abrem portas para o mercado de trabalho.

Percebeu como há muitas carreiras em TI que você pode seguir? Todas realmente muito promissoras e, claro, exigem bastante esforço e trabalho.

Siga nossas redes sociais para receber mais conteúdos como este: Facebook, Twitter, Google+, Linkedin, Youtube.

Desenvolvedor e criador de conteúdo no grupo Caelum. Host do Alura Live. Sempre aprendendo coisas novas e passando o conhecimento adiante.

  • Flavio Castro

    Pretendo final do ano já entrar em uma pós em Arquitetura e Engenharia de Software e também MBA em Gerenciamento de Projetos de TI. Espero que assim possa chegar ao cargo de Gestor de Projetos.

    É claro que estou consumindo aulas na Alura para ser um bom FullStack em JavaScript e entender bem de UI/UX.

    Ótimo post, vou procurar saber mais sobre CDO.

    • Holanda Junior

      Bacana, Flavio. Mas se você deseja se tornar fullstack, acredito que JavaScript não fará isso sozinho. JavaScript será crucial num ponto, o frontend, incluindo outras ferramentas, como Vue.js, ReactJs, etc. Mas para backend, é importante você aprender e desenvolver com outro domínio, algo como Java, Go, Scala, etc… Mesmo com NodeJs no frontend, você não vai ter a total experiência de arquitetura, planejamento e desenvolvimento como essas outras linguagens e seus frameworks atrelados te dão como experiência no backend

      • Flavio Castro

        Poise, pensei nisso mesmo fazendo todo sistema em JS e Mongo pode não se ter uma carência no mercado, pensei em completar com RoR (primeira opção) e/ou Go, Vou me atrelar ao mercado mais facilmente com uma linguagem forte na bagagem.

  • Rafael Lima

    Ok, sou um CDO e nem sabia disso. ^^

  • Olá Gabriel
    Você acha que a profissão de desenvolvedor back end vai acabar e será como fullstack?

    • Acredito que não, Hiran!
      Dificilmente uma profissão, linguagem ou tecnologia simplesmente “acaba”. O que acho que pode acontecer é que os cargos se adaptem de acordo com as tecnologias que forem surgindo e mudando.
      Por exemplo: o que um desenvolvedor front-end faz hoje é bem diferente do que um front-end fazia 5 anos atrás 🙂

  • Jean C de Jesus

    Fenomenal!
    Quero entrar na área e definitivamente esse post me ajudou demais.
    Obrigado Alura e Gabriel!.

  • Luiz

    Uma carreira na qual estou de olho é a de Cientista de Dados, mas estou ainda com o pé atrás por não ter experiência no mercado de desenvolvimento (sou engenheiro eletricista e trabalhei em outras áreas), na opinião de vocês tem alguma influência não ser desenvolvedor? Podem me dar algumas dicas de como adentrar pra esse mercado? Sou membro da Alura e gostaria de seguir a carreira de inteligência artificial.

  • Pablo Lauro

    Ótima postagem ! Uma coisa que me chama muita atenção em cargos como desenvolvedor full-stack é que a cada dia o mercado procura mais um profissional versátil e que acabe sabendo um pouco de tudo. Mas algo interessante é que para profissionais que trabalham em empresas pequenas ou mesmo de forma autônoma/independente, esses muitas vezes acabam sendo pau pra toda obra kkkk, ou seja full-stack. É realmente bom que esse tipo de profissional esta finalmente ganhando o seu valor.

Próximo ArtigoUI Designer: quais são as particularidades deste profissional?