Como o design thinking é aplicado como ferramenta estratégica nos negócios?

(Last Updated On: 4 de dezembro de 2017)

O design thinking é uma estratégia criada nos Estados Unidos na década de 2000 a partir de uma observação do grande sucesso das empresas de design. Vendo a enorme criatividade desse ramo, gestores de outros setores começaram a se questionar — o que o torna tão diferente de nós?

Após muita observação, a resposta encontrada foi simples: os processos do design davam liberdade ao pensamento e à iniciativa individual, enquanto os processos tradicionais as restringiam. Isso ocorria pois os tradicionais se apegavam mais à burocracia com diversas etapas desnecessárias de documentação, checagem e hierarquia.

Por exemplo, um designer gráfico, ao ter uma ideia sobre um layout interessante para um site, teria que criar um projeto formal, para então enviá-lo a um superior hierárquico para ser aprovado.

No caso do design thinking, toda essa burocracia seria desnecessária. O colaborador seria livre para pensar em alguma solução para o cliente, sem muita formalidade. Ele apresentaria a sua ideia, ela seria melhorada pela própria equipe em um esforço colaborativo e seria rapidamente aprovada caso fosse viável.

Assim, o design thinking nos negócios emprega a sensibilidade e métodos do design para atender às necessidades das pessoas. Dessa maneira, a sua empresa pode criar um plano estratégico capaz de converter essas necessidades em valor para o cliente, o que transforma um problema antigo em uma oportunidade de negócio para a sua empresa.

Por isso, confira como aplicar o design thinking como uma estratégia de negócios!

Desenvolver a empatia

Nesta primeira etapa, sua empresa realiza pesquisas para desenvolver o conhecimento sobre o que seus usuários fazem, dizem, pensam e sentem. Imagine o seguinte cenário: o novo objetivo da sua equipe é criar uma forma de melhorar uma experiência de integração de ferramentas para novos usuários.

Para isso, você deve conversar com diversos usuários reais e observar diretamente o que eles fazem, como eles pensam e o que eles querem. Assim, você questionará coisas como: “o que motiva ou desestimula os usuários?” ou “com o que eles se frustram e se recompensam?”.

A grande finalidade deste momento é reunir observações suficientes que você pode realmente começar a desenvolver empatia com seus usuários e suas perspectivas.

Definir

Combine todas as suas pesquisas e observe em quais áreas sua empresa pode apresentar soluções úteis à vida dos clientes. Ao identificar as necessidades deles, comece a procurar as oportunidades de inovação dentro do seu negócio.

Considere o exemplo da solução de integração anterior. Na fase de definição, use os dados recolhidos anteriormente para obter informações-chave. Organize todas as suas observações e busque os padrões nos relatos dos seus usuários. Existe um ponto comum de dor em muitos usuários diferentes? Com isso, você identifica as necessidades do usuário não satisfeito.

Por exemplo, tomando como referência o exemplo do início do post, você identifica que seus usuários precisam de um design para uma página web que seja amigável às mais diversas mídias, como smartphones, tablets e computadores pessoais. Então, toda a equipe será engajada na pesquisa de quais mídias eles mais usam, quais funcionalidades eles necessitam na página, etc.

Idealizar

Faça um brainstorm coletivo em toda a empresa. Então, escreva todas as ideias que passaram nas cabeças de sua equipe, por mais que pareçam uma loucura. Neste momento, você quer ideias criativas que abordam as necessidades do usuário não-satisfeito, que foi identificado na fase “definir”.

Dê à sua equipe total liberdade! Nenhuma ideia é muito complexa e, neste momento, desejamos muito mais quantidade do que qualidade. Afinal, algumas ideias inicialmente ruins podem ser polidas até se tornarem o carro-chefe da sua empresa.

Por fim, você vai reunir os membros da equipe para esboçar mais ideias diferentes. Em seguida, eles as compartilharão uns com os outros, misturando e remixando tudo, construindo novos conceitos aprimorados sobre as ideias uns dos outros.

Neste momento, sua empresa vai utilizar todo o seu arsenal para criar uma solução única e criativa. Todo mundo deve falar todas as ideias sobre o layout: a landing page, os botões, as abas, as cores e as formas.

Prototipar

Depois de sua equipe ter selecionado e aprimorado as melhores ideias, é hora de construir um protótipo de cada uma delas. Então, construa representações reais para elas. Por exemplo, se vocês gostariam de remodelar algum processo da empresa, criem um modelo ou uma maquete que ilustre bem como os novos processos potenciais funcionariam.

O objetivo desta fase é entender quais componentes de suas ideias funcionam e quais não. Assim, nesta etapa, você começa a contrabalancear o impacto com a viabilidade de suas ideias. Para isso, sua equipe deve se reunir novamente e cada um deve dar um feedback sobre os protótipos.

Este momento é muito importante e jamais deve ser ignorado, pois nele vocês vão perceber quais ideias podem ser aprimoradas e quais devem ser descartadas.

Na fase de protótipo provavelmente temo diversos wireframes. Precisamo ter em mente que eles não são o produto final, então podem ser reformulados infinitamente com base nos feedbacks. O conceito dessa fase é refazer, refazer e refazer.

Testar

Retorne para os comentários dos clientes obtidos lá na primeira fase. Então, pergunte a si mesmo: “esta solução atende às necessidades dos usuários?” e “melhorou como eles se sentem, pensam ou fazem suas tarefas?”.

Exponha seu protótipo para alguns clientes insatisfeitos e peça para que eles verifiquem se a novidade atinge seus objetivos. Os processos internos estão mais rápidos? A perspectiva dos usuários durante a navegação melhorou?

Como você ainda está em fase de criação, não tenha medo de testar e testar novamente até obter um protótipo ideal. Aqui você submete os protótipos criados para o cliente testar, então ele pode dizer o que gostou e desgostou em cada uma e quais ferramentas ele deseja ou dispensa.

Implementar

Coloque suas ideias em prática efetivamente. Não se trata mais de testar, e sim de criar uma solução definitiva. Por isso, cuide bem das etapas anteriores para chegar com sua solução materializada, que melhora a vida de seus clientes finais de alguma forma.

Esta é a parte mais importante do pensamento de design, mas é o mais frequentemente esquecido. Afinal, o pensamento de design não o liberta do projeto real. As etapas anteriores não são um fim em si mesmas, elas têm um fim, que é a implementação.

Por mais impactante que possa ser a idealização do projeto para a sua empresa, ela só leva à verdadeira inovação se é executada. O sucesso do pensamento de design reside na sua capacidade de transformar um aspecto da vida do usuário final em uma oportunidade de negócio para a sua empresa. Por isso, este passo é essencial.

Por fim, depois de tantas etapas, você vai ver que surgirá um produto final aprimorado tanto para seus clientes internos quanto os externos. Afinal, o design thinking pode ser empregado para uma gama imensa de atividades da sua empresa: otimização de processos, criação de novos produtos, iniciação de uma estratégia de rebranding, etc.

Isso acontece, pois é uma metodologia para tirar as amarras da criatividade, uma vez que, no dia a dia, seus funcionários passam a pensar somente em ideias pragmáticas e se esquecem da importância de pensar livremente.

E quem quer aprender a analisar os resultados encontrados em uma experiência de Design Thinking, temos um curso na Alura ideal para conseguir olhar pra a squestões e levantar soluções mais assertivas. 😉

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