Como os smartphones colocaram a cultura de UX em destaque

Sites e aplicativos se tornaram progressivamente mais complexos à medida que as tecnologias e metodologias da indústria avançaram. O que costumava ser um meio estático evoluiu para uma experiência muito rica e interativa.

No entanto, não importa o quanto tudo mudou no processo de produção, já que o sucesso de um app ou site ainda depende quase exclusivamente de uma coisa: UX Design (ou, em português, experiência do usuário). A cultura de UX está cada vez mais presente nos aparelhos que usamos diariamente, em especial nas interfaces digitais de computadores e smartphones.

Conheça, no post de hoje, como os celulares atuais têm evidenciado a user experience, ditando as necessidades do mercado atual:

A experiência do usuário

A experiência do usuário, do inglês user experience (comumente abreviada como UX), diz respeito a como alguém se sente ao se conectar a um sistema. Esse sistema pode ser um site, uma aplicação web, um software desktop ou mesmo a interface que o conecta ao caixa eletrônico de seu banco.

Quem trabalha com UX Design estuda e avalia como os usuários interagem com essas interfaces, considerando coisas como a simplicidade de uso, percepção de valor, eficiência, utilidade, entre outros aspectos que tornam uma experiência positiva. O objetivo de tal avaliação é melhorar a satisfação e lealdade do cliente, criando produtos úteis, fáceis de se utilizar e altamente interativos.

Se UX Design é a experiência que um usuário tem ao interagir com seu produto, ele é também, por definição, o processo pelo qual determinamos (ou pelo menos tentamos antecipar) que experiência será essa.

Smartphones e user experience: uma nova fronteira

O smartphone, como conhecemos, já existe há mais de uma década. Pode parecer para você que os últimos anos voaram, mas é mais provável que você sequer se lembre como era a vida antes do smartphone. É tão difícil imaginar como vivíamos antes destes dispositivos quanto imaginar o que virá a seguir.

Hoje, eles são onipresentes e tão bem-sucedidos em suas funções que é perturbador pensar em nossa rotina sem esses computadores de bolso. Desde que telefones começaram a se tornar inteligentes — e à medida em que a internet móvel ficou realmente rápida — a UX Design começou a decolar.

Designers tiveram a oportunidade realmente nova de pensar interações e estratégias para fazer as trocas homem-máquina com smartphones serem prazerosas. E o impacto de suas decisões foi tão grande que uma tendência hoje toma conta da user experience: o mobile first.

Mobile first e a mudança de paradigma

Mobile first é exatamente o que seu nome indica: dispositivos móveis primeiro. Tendência popular nas comunidades de design e desenvolvimento, o conceito foi divulgado pela primeira vez na TechWeek de Chicago, em 2011 quando John Buda explicou como escrever websites responsivos.

Essa ideia, de que você poderia aplicar JavaScript para dizer a um website que se adapte a qualquer dispositivo, foi revolucionária e se transformou em uma nova forma de entender usabilidade.

Entretanto, empresas como o Google já adotavam uma estratégia de mobile first desde 2010, e, graças a elas, projetar primeiro para uma experiência em dispositivos móveis e depois para desktops passou a ser a norma entre as startups de tecnologia que queriam fazer produtos que funcionassem tão bem tanto em uma plataforma quanto na outra.

A abordagem exige um planejamento diferenciado, grande foco em UX Design e no desenvolvimento e desloca completamente o paradigma da user experience. Em vez de pensar primeiro nas exibições em desktop e nos ajustes que fariam dessas interfaces responsivas, designers passaram a levar em consideração especificamente o mobile em suas criações, criando a partir dele as soluções para desktops.

Se hoje a estratégia mobile first é adotada por muitos sites e aplicativos, não era assim no começo. Devemos entender que isso só aconteceu porque os dispositivos móveis são, atualmente, o principal meio pelo qual usuários acessam sites da web. Além disso, como o número de pessoas que usam smartphones segue crescente — e deverá aumentar ainda mais nos próximos anos —, a tendência acabou por se instaurar em definitivo.

Essa é uma prova de como os smartphones colocaram a cultura UX em destaque. Levando desenvolvedores e designers a pensar primeiro na experiência para estes dispositivos, devido a sua popularidade, o advento desses aparelhos foi o bastante para gerar novas oportunidades de trabalho para designers ao redor do mundo.

Há, ainda, outro motivo para a user experience se concentrar nesses dispositivos. O mero desenvolvimento de tecnologias como o HTML5 e o CSS3, que juntas oferecem novos recursos que suportam chamadas JavaScript sensíveis, fez com que fosse possível trazer a UX de aplicativos para o desktop.

Hoje, desenvolvedores podem dizer aos sites da web que se comportem de uma determinada maneira, tendo os recursos para otimizar seus layouts para dispositivos específicos. Isso permite a criação de aplicações ricas em contexto, um dos motivos responsáveis por tornar essa abordagem tão popular.

User experience: do celular para o computador

Se no começo aplicávamos a linguagem dos desktops para os celulares na criação de designs, o que acontece hoje é o contrário: elementos de UX antes encontrados apenas em plataformas móveis estão começando a cruzar para os desktops, com excelentes resultados.

Você já deve ter visto por aí, em páginas como o Medium, menus pop-up de texto selecionados. Pois bem, esses elementos surgiram no smartphone — mais especificamente no iOS 3. Ali, as funções de cortar, copiar e colar apareceram pela primeira vez em um menu contextual, função que foi copiada por outras desenvolvedoras e evoluiu até chegar no desktop.

Hoje, é comum que as novidades venham do mobile e se adaptem para as interfaces web. E por que elas funcionam bem em ambos os meios? Porque são baseadas na simplicidade.

O bom design é tão claro e reduzido quanto possível. Se no mobile somos obrigados a trabalhar com restrições extremas para produzir user experience de ponta, é também ali que surgem soluções simplificadas e fáceis de usar que podem ganhar corpo e evoluir para outros meios.

Como o celular colocou UX Design em destaque?

É exatamente por “forçar” essa simplicidade que o celular popularizou a cultura de UX. Antes dele, nunca foi tão relevante pensar soluções que exigem o mínimo de interação e produzem o máximo de resultado. Depois dele, no entanto, nenhuma de nossas experiências com interfaces foi mais a mesma.

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(Última atualização em: 3 de agosto de 2017)

Bacharel em Design Digital, atua na área de web há cerca de cinco anos. Já trabalhou também com animação e edição de vídeo. Atualmente desenvolve e ensina front end e UX Design na Caelum. Ama tecnologia, front end, design, jogos e coisas revolucionárias.

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