Conheça 5 tipos de marketplaces para freelancers em TI

(Last Updated On: 11 de Abril de 2017)

A vida de freelancer não é fácil! Você precisa bater escanteio e cabecear ao mesmo tempo. Precisa executar o trabalho, cobrar do cliente e prospectar novos jobs. E se alguém o ajudasse nesse relacionamento com o cliente? Seria legal, não é mesmo? Você ganharia bastante tempo para focar naquilo que sabe fazer de melhor.

Saiba que esse alguém já existe. São os marketplaces, sites que ajudam na contratação de freelancers. Eles podem ser comparados ao Uber — mas, em vez de conectar motoristas e caroneiros, conectam empresas a designers, desenvolvedores, fotógrafos, por exemplo, dentre muitos outros profissionais.

A lógica desses sites é bem fácil de entender. A plataforma cadastra os profissionais interessados em trabalhar como freelas. Enquanto isso, também registram empresas e pessoas que estão precisando contratar profissionais capacitados para algum projeto específico.

Depois dessa etapa, a plataforma conecta os profissionais cadastrados aos potenciais clientes. Se der match, o negócio está feito! Simples assim.

Graças aos marketplaces, você não precisará mais investir tempo em prospecção e contato com potenciais clientes. A plataforma faz isso para você, e de uma maneira muito rápida.

Se você acessou este texto, é porque tem interesse pela ideia. E deve, também, estar com algumas dúvidas do tipo: como são feitos os pagamentos; quanto pode ser cobrado por trabalho e qual o custo da plataforma.

Para ajudá-lo a entender melhor o mundo dos marketplaces, destacamos os principais tipos de plataformas, de acordo com o modelo de negócios, ou seja, a forma como eles são remunerados e como remuneram os freelas.

Veja qual site é melhor para o seu perfil profissional. Boa leitura!

1. Pagamento por comissão

Um dos modelos de negócios para marketplace mais difundidos da internet é o pagamento por comissão fixa.

Funciona assim: o contratante cadastra um projeto que precisa ser executado por algum freela (designer, fotógrafo, programador etc) na plataforma. Em seguida, os profissionais enviam as ofertas e uma delas é aceita pelo contratante. Com base nesse valor, o marketplace adiciona uma taxa de administração — normalmente em torno de 10%. O freelancer recebe o valor acordado. Contudo, o contratante precisa desembolsar um pouco a mais para pagar a plataforma.

As plataformas que trabalham nesse modelo são:

99freelas

É uma plataforma brasileira que começou focada no mercado de programadores. Cresceu muito e hoje atende freelas de várias outras áreas, como vendas, administrativo, advocacia e fotografia. Cobra uma taxa de administração de 10%.

Workana

A plataforma é internacional, mas dá prioridade para freelas de língua portuguesa e espanhola. Também trabalha com advogados, desenvolvedores, designers e até atendentes à distância. Cobra até 15% de comissão.

WeDoLogos

Foi um dos primeiros sites de freelas do Brasil e é focado no trabalho de designers. Funciona assim: os profissionais se inscrevem e enviam propostas para os pedidos de contratação em aberto. O contratante paga um valor que será dividido entre o designer e a taxa de comissão do marketplace.

2. Taxa mensal cobrada do freela

Nesse modelo de marketplace, o site cobra uma taxa mensal dos profissionais cadastrados. O valor depende da área de atuação, da concorrência interna e do plano escolhido pelo profissional. Quem paga mais aparece em destaque na lista dos freelas e tem mais chances de ser contratado por alguém interessado.

Citamos uma plataforma que trabalha nesse modelo:

GetNinjas

É o principal marketplace no Brasil e uma das startups de maior sucesso dos últimos anos. O GetNinjas cobra dos profissionais um “anúncio” para se destacarem entre a concorrência. Essa propaganda parece com os links patrocinados do Google — localizados no topo da lista do resultado de busca. O valor do trabalho é acertado entre o contratante e o freela.

3. Mix de mensalidade, conta gratuita e comissão

Alguns sites mesclam contas gratuitas com pagamentos mensais e taxas de administração. É um mix de opções. Nesses casos, o freela precisa avaliar bem os valores com os quais a plataforma trabalha e entender qual é a melhor opção para cada caso.

O lado positivo é que você pode começar a usar o marketplace gratuitamente, porém, as plataformas sempre priorizam as contas premium na listagem de jobs.

Sugerimos o site:

Freelance.com

Esse é, provavelmente, a maior plataforma do mundo para freelas. De origem australiana, o marketplace oferece trabalhos em várias áreas. O profissional pode começar com uma conta grátis. E se quiser ter mais chances de ser contratado, deve pagar um valor mensal para a plataforma, que varia dependendo do plano.

Em alguns casos, também é cobrada uma taxa de comissão do contratante.

4. Quem paga é o contratante

Algumas opções de mercado cobram taxas das empresas que precisam contratar um freelancer. O pagamento nem sempre é mensal e pode ser realizado por demanda: a cada anúncio de recrutamento de profissionais, o contratante desembolsa um valor.

Porém, são oferecidos descontos para quem publica várias oportunidades ao longo do tempo.

A plataforma que opera nesse modelo é:

Trampos.co

Este marketplace nasceu como uma plataforma colaborativa, em 2008. Desde então, não parou de crescer, e os donos resolveram cobrar dos contratantes para poderem rentabilizar o negócio. O pagamento é feito por anúncio.

Para o freela, tudo pode ser gratuito, mas a plataforma também oferece uma versão premium, que dá algumas vantagens ao profissional, como: receber os anúncios antes dos demais, ser informado sobre quem viu seu currículo e ganhar desconto em cursos promovidos pela plataforma.

5. Marketplace 100% gratuito

São raros, mas o mercado oferece marketplaces que são 100% gratuitos, tanto para anunciantes quanto para freelas. É algo parecido com a OLX, ou seja, um grande classificado em que as empresas ofertam vagas e os freelas escolhem para quem trabalhar.

O site de serviço gratuito é:

Vagas 3D

Essa é a principal plataforma free do Brasil. Conecta profissionais e empresas para trabalhos temporários, freelas e empregos fixos. Não há qualquer cobrança de taxa ou comissão. Atualmente, pede apenas uma contribuição para ajudar a construir o novo seu site.

Bom, como você já percebeu, o que não faltam são marketplaces com os quais você pode trabalhar. Qual deles é mais interessante para você? É importante ressalvar que você precisa avaliar bem qual se encaixa melhor no seu perfil.

Antes de se inscrever, certifique-se do modelo de negócios da plataforma, quais as taxas cobradas e como é feito o pagamento. Se valer a pena para você, vá sem medo e comece a “freelar”!

Gostou do texto sobre marketplaces? Não deixe de ler também nosso artigo sobre como organizar sua rotina de trabalho como freelancer.

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