Descubra qual a importância da tipografia para o design!

Como identificar uma boa tipografia para design? Afinal, as opções são tantas que costumam até ser motivo de discussões acaloradas entre os profissionais da área de criação! E não é à toa: a escolha da fonte ideal para cada trabalho é fundamental e não pode ser encarada como algo secundário.

Cada projeto de design é elaborado a partir de um conceito, e a fonte eleita deve estar de acordo com ele. Em outras palavras, todo o conjunto do projeto precisa interagir harmonicamente, o que inclui o uso certo da fonte tipográfica.

De fato, no Brasil, a falta de valorização do trabalho dos type designers — ou tipógrafos — demonstra negligência com a tipografia. Com isso, muitos trabalhos deixam evidente a necessidade de um acabamento melhor, comprometido pela falta de importância dada a esse detalhe.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, o design de tipos é uma especialidade. E, nesse sentido, é importante que profissionais e leigos passem a rever sua postura e entender que esse ramo do design é indispensável.

Então, se você quer entender de vez qual é a importância da tipografia para design e conferir algumas dicas para escolher a fonte certa em seus projetos, continue lendo este post!

A evolução da tipografia

O processo de criação tipográfico é minucioso e milimétrico, em que as fontes são desenhadas uma a uma. Um verdadeiro trabalho de “formiguinha”, do qual poucos entendem o valor — talvez por estarem habituados ao acesso fácil e uso corriqueiro.

Nesse sentido, a arte nem sempre foi descomplicada e, muito menos, acessível a todos. No entanto, com a chegada da computação gráfica aos lares e escritórios, o uso da tipografia realmente se popularizou.

Todos agora podem se servir das mais variadas fontes, compondo textos e layouts do jeito que bem entenderem. E essa abundância de fontes disponíveis aos designers e aos leigos é incalculável, se contarmos tanto os trabalhos altamente qualificados quanto os amadores e experimentais.

Inclusive, muitas vezes, tipos criados exclusivamente para determinados projetos podem acabar atendendo a outras finalidades. É o caso das fontes criadas para os filmes Vida de Inseto e A fantástica Fábrica de Chocolate, por exemplo, usadas hoje com frequência em títulos e até fachadas de comércio.

A escolha ideal da tipografia para design

Bom, sabemos que o trabalho profissional sempre requer muito estudo e bom senso. Quando chega a hora de lidar com a tipografia, todo designer se vê diante do dilema: que fonte escolher agora? E não é raro que essa etapa consuma bastante tempo e energia.

Como dissemos, as características essenciais de cada tipo devem estar alinhadas ao conceito e imagens usadas nos projetos. Assim sendo, esse árduo (mas prazeroso) processo de escolha da melhor fonte pode ter início no entendimento de questões puramente técnicas relativas aos estilos que existem atualmente.

É o caso, por exemplo, da classificação dos tipos em grupos, conhecidos como: serifados, sem serifa, cursivos, display (decorativas) e suas variações. A partir desse conhecimento, então, pode-se entender qual estilo se aplica melhor ao trabalho que está sendo desenvolvido.

O caráter de uma composição deve ser definido pelo conjunto integrado da escolha da fonte, as cores e técnicas de design, para contribuir com a compreensão do leitor a respeito do conceito empregado no projeto.

Além disso, lembre-se de que a interpretação da mensagem também está sujeita a fatores psicológicos, filosóficos e culturais de uma época, bem como de quem a percebe. Assim, é preciso relacionar tudo isso aos elementos gráficos do projeto e ao público a ser alcançado.

Tipografia em design gráfico

Em trabalhos de design gráfico, é muito comum vermos a criação de logotipos apenas com a fonte, dispensando o uso de símbolos e desenhos representativos. Os exemplos disso são incontáveis, mas podemos citar alguns famosos: Google, Dove, Canon, Toyota e Faber-Castell.

Desses logotipos, alguns mantêm as formas originais das fontes tipográficas, outros, modificam algumas linhas. É frequente também a criação de fontes exclusivas para uma determinada marca, como a VAIO, da Sony, a Disney e a Coca-Cola.

E, nos layouts de peças publicitárias, o papel dos tipos não é menos importante. Para cada tema é necessário adaptar o texto ao conceito empregado, e o uso de imagens, ilustrações, cores e fontes também devem conversar de forma equilibrada.

Isso vale até para o projeto gráfico de um livro: o uso de uma fonte de características clássicas como a “Garamond“, por exemplo, complementa o conceito de um romance do século XIX ou mais antigo. Já uma tipografia mais irreverente como a “Brushstroke Plain” se encaixa melhor em um anúncio de temática jovem e descontraída.

Fontes para textos

Na composição de textos, é importante considerar os dois grandes grupos de fontes disponíveis: as serifadas e as não-serifadas. Como o próprio nome diz, eles dizem respeito à existência, ou não das serifas — pequenos prolongamentos posicionados no final das hastes dos caracteres.

Isso pode até parecer uma constatação insignificante, uma vez que ninguém pensa nesse detalhe enquanto está lendo. Porém, a fonte certa para cada tipo de texto influencia muito na satisfação de quem está lendo.

A explicação para o uso de fontes serifadas em textos é o entendimento de que as serifas deslizam o olhar do leitor pelas páginas, proporcionando maior conforto visual. O exemplo mais usual desse tipo de fonte é a Times New Roman, muito utilizada em blocos de textos longos, principalmente livros impressos.

Já as fontes não-serifadas são mais enxutas e retas. Assim, tendem a ser usadas em textos curtos, títulos e legendas, valorizando as palavras individualmente.

Seja qual for o tipo, escolher a opção mais adequada permite que os leitores tenham uma boa experiência de leitura. E, além dessas questões práticas, também é conveniente adaptar o estilo ao gênero literário que está sendo abordado no livro.

No caso de jornais e revistas, por exemplo, a atenção tende a se voltar para o tema desenvolvido. E tudo sempre amparado nas ilustrações e no contexto.

Atualmente, entre as fontes mais recomendadas para textos longos impressos, podemos citar: Book Antiqua, Georgia, Adobe Garamond Pro, Goudy Old Style, e outras similares.

Tipografia para web

Na web, a mesma lógica do conforto visual deve ser levada em conta na hora de compor os textos apresentados. Mas, nesse caso, as fontes mais limpas — sem serifa — funcionam melhor para a experiência do usuário de internet, incluindo as telas pequenas como as dos smartphones e tablets.

Os tipos mais comuns são Arial, Lato e Helvetica — fontes mais limpas, fluidas, e que permitem uma leitura leve, sem incômodos visuais para leitura em ambiente digital.

Na internet também é importante considerar os conceitos empregados em sites e tipos de negócios para adequar as fontes ideais. Em sites institucionais, por exemplo, é sugerido o uso das mais simples e básicas como Arial, Palatino e Verdana devido ao seu desenho sóbrio.

Para sites de varejo, por outro lado, fontes com mais “personalidade” podem cumprir melhor o papel desse segmento de negócio, como a Lucida Grande. Já em plataformas referentes a entretenimento e artes, é possível ousar um pouco mais.

De toda forma, lembre-se sempre de garantir o melhor conforto visual ao visitante. Afinal, no ambiente digital é muito mais fácil para o usuário desistir de uma página para, imediatamente, escolher outra mais amigável.

Enfim, como vimos, a tipografia para design sempre teve um papel extremamente importante ao longo da história.

Hoje, as possibilidades de uso criativo são infinitas, assim como são vastas as regras e padrões a serem seguidos. Assim, escolha a sua e use com cuidado, impulsionando cada vez mais seu trabalho e sua posição no mercado!

E aí, gostou deste post? Quer saber ainda mais sobre design lendo outros posts como este? Então, siga-nos nas redes sociais e fique pode dentro das próximas novidades: estamos no Facebook, Twitter, LinkedIn, Google e YouTube!

Fique por dentro

(Última atualização em: 27 de julho de 2017)

Próximo ArtigoEntenda o poder das imagens no marketing