Mercado de design 2017: saiba as principais novidades para o ano

No mercado de design, em 2016, muitas tendências apareceram e se fortaleceram: o uso de gestures, o aumento da conectividade entre plataformas, uma preocupação ainda maior com o UX e a interação, além de muitas influências do design no marketing digital.

Mas 2016 já acabou. O que o ano de 2017 guarda para o mercado de design? Bem, muita coisa está por vir. Algumas tendências que se fortaleceram no último ano, continuarão ganhando força e, claro, muitas novidades estão nesse novo horizonte! Neste artigo, vamos apresentar algumas previsões do design que vão te ajudar a sair na frente neste novo ano.

Cores para 2017

Desde 2000, a empresa Pantone, mundialmente famosa pelo seu sistema de escala de cores, anuncia qual será a cor do ano. Esse anúncio é muito importante, pois ele, de certa forma, dita os tons a serem usados em várias áreas do design, como a moda, o web design etc.

A cor de 2017 é a Verde Folhagem (Greenary, 15-0343). Essa cor foi escolhida devido ao fortalecimento de movimentos relacionados ao meio ambiente, práticas naturais e incentivos a hábitos saudáveis.

Juntamente com a Greenary, a tendência para este ano é uma paleta de cores com tons da natureza, do verão e da primavera. Esses tons de cor são vivos e geram destaque, sendo comumente utilizados na aplicação em layouts de flat ou material design. Uma boa combinação dessas cores pode garantir uma atmosfera vibrante às composições.

Design responsivo categorizado

Atualmente, o design responsivo é uma técnica utilizada para que um mesmo conteúdo possa ser exibido em diferentes tamanhos de tela sem que haja perda no layout, desorganização do conteúdo e a necessidade de uma folha de estilo (CSS) para cada resolução diferente. Um exemplo de design responsivo são os sites que se adaptam automaticamente de acordo com a tela, como é o caso de computadores e smartphones.

Porém, a tendência que está emergindo no mercado de design atualmente é outro tipo de design responsivo. Além de responder a diferentes tipos de telas, o design irá responder ao perfil do usuário. Baseado na idade, hábitos e preferências desse usuário, os conteúdos serão mostrados da forma que lhe é mais atrativa. Atualmente isso já acontece em relação a anúncios publicitários e algumas interfaces famosas (como a do Netflix), mas agora se pensa em extrapolar essa área e fazer com que diversos outros conteúdos sejam adaptáveis ao usuário.

Design de interação

Em 2017, algumas práticas de design de interação que emergiram nos últimos anos ganharão ainda mais força. Uma dessas práticas são as de micro e mini interações em apps. Essas interações são pequenas ações que o usuário pode executar, ou que são executadas como resposta a outras, dentro de aplicativos.

Hoje, aplicativos como Facebook e Instagram possuem uma extensa lista de recursos que permitem uma grande quantidade de interações por parte do usuário. Sendo que cada vez mais os apps conversam entre si, tais pequenas interações podem possibilitar que o usuário leve uma ação de um programa ao ambiente de outro de maneira natural.

Outra prática que vai se fortalecer neste ano são os gestures. Eles são interações feitas através de gestos, em touch screens, que funcionam como um gatilho (ou atalho) para alguma função específica, tanto dos sistemas operacionais quanto de apps. Para a UX, estes gestos podem contribuir muito positivamente, pois permitem que o usuário gaste menos tempo para acessar determinada função, além de tornar a utilização de elementos, como menus e transições, mais intuitiva.

Haptic feedback

O haptic feedback, apesar do nome um pouco complicado, já está presente em diversos aparelhos eletrônicos há alguns anos e será ainda mais presente em 2017. Um exemplo usual do haptic feedback são os controles de videogame, que vibram conforme certa situação de jogo. Essa resposta por meio de vibração é uma maneira de o design de UX e de interação permitirem uma maior imersão no conteúdo, simular ou até intensificar uma sensação, o que pode trazer um grande diferencial para seu projeto.

Para entender um pouco melhor, existem dois tipos de haptic feedback:

Feedback tátil

Esse tipo de resposta utiliza do tato do usuário para que, através do contato com uma superfície, ele possa ter sensações de vibração, pressão, toque ou até textura. Atualmente, vários aplicativos de teclado para celular permitem que o usuário configure se ele deseja, e em qual intensidade, uma resposta por vibração ao tocar em uma letra. Isso permite com que usuário tenha certeza de que ele acertou uma letra, permitindo que ele possa digitar mais facilmente sem ter que olhar para o teclado.

Feedback cinestésico

Esse tipo de resposta utiliza de vários sentidos do usuário em conjunto para simular uma sensação de peso ou tamanho. No mercado de design atual, onde as tecnologias de VR também estão em ascensão, esse tipo de resposta é extremamente funcional, pois permite que a imersão seja muito mais profunda.

Design no marketing digital

Uma das formas mais efetivas de empresas conseguirem atingir seus públicos-alvo é através do marketing digital. Hoje em dia, com o massivo uso das redes sociais e smartphones, essa área do marketing ganha cada vez mais espaço, pois consegue direcionar o conteúdo a determinado tipo de usuário.

Agora você pode estar se perguntando: “Ah, mas como o design entra nisso?”, e a resposta é a seguinte: o design é um agente de diferenciação. Na seleção natural do mercado, as empresas que investem mais no design aplicado ao marketing digital obtêm mais resultados, pois conseguem atrair a atenção do usuário para seu anúncio.

Veja algumas formas de como um designer pode atuar nesse mercado:

Identidade visual

Apesar de soar como básico, muitas empresas não entendem a importância da identidade visual para o seu sucesso. Ela faz com que o usuário perceba uma marca de forma individual, facilitando a associação de produtos e serviços à mesma. Quando for projetar uma identidade visual, lembre-se sempre de que ela deve remeter a valores que a empresa possua, condizendo com seu posicionamento no mercado.

Web design

É essencial que uma empresa que invista em marketing digital tenha algum meio de comunicação online. Apesar da ascensão das redes sociais, o principal deles ainda é possuir um site independente.

Em conjunto com a identidade visual, o site de uma empresa é uma maneira rápida e efetiva de um possível cliente saber mais sobre uma marca ou produto, até mesmo podendo ser um canal de vendas da empresa. Nesse projeto o designer é peça essencial, pois é o profissional mais hábil para transformar tais informações em conteúdo visualmente adequado.

Conteúdo para redes sociais

O gigantesco número de usuários em redes sociais atualmente as torna um ótimo canal de marketing para as empresas, além de possibilitar um contato um pouco mais pessoal com seus clientes. Porém, em redes sociais como Facebook e Twitter, o feed possui uma grande quantidade de informações, e (novamente) o grande diferencial que pode fazer um possível cliente parar seu scroll para ler um post é o conteúdo visual.

Capas para páginas, avatares e imagens para posts são apenas alguns dos conteúdos que um designer pode atuar para promover o marketing digital nesse ambiente, e a demanda das empresas por uma maior qualidade cresce diariamente.

E-mail marketing

Apesar de ser uma ferramenta antiga de marketing digital, o e-mail marketing está voltando com tudo. O aprimoramento das ferramentas de análise de conteúdo atualmente permite com que uma empresa saiba qual foi a efetividade que um e-mail marketing teve em uma determinada campanha.

O designer desenvolve dois tipos de e-mail para mesma campanha, com elementos visuais diferentes, e, ao fim da campanha, poderá saber qual obteve mais retorno, assim podendo moldar a próxima geração de conteúdo.

Mãos à obra, designer!

Com essas dicas sobre o mercado de design em 2017, você pode capacitar-se ainda mais para sua atuação. Se você quer começar a trabalhar como freelancer nessa área ainda esse ano, dê uma olhada neste artigo para saber sobre onde conseguir jobs, além de muitas outras dicas.

Não deixe de nos seguir nas redes sociais para manter-se atualizado sobre as tendências do design neste ano!

(Última atualização em: 10 de fevereiro de 2017)

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