O que significa ser um desenvolvedor sênior?

(Last Updated On: 10 de julho de 2017)

Recebi uma dúvida do nosso aluno Luiz, sobre o que é ser um desenvolvedor sênior. Afinal, o que significa ser um desenvolvedor sênior? Ou então plenior ou júnior?

Não tem ideia de como classificar cada uma dessas categorias de desenvolvedores? Aparentemente é algo bem abstrato e difícil de classificar, certo?

Aproveitando a dúvida do nosso aluno e considerando que essa é uma dúvida que atinge muitas pessoas, resolvi gravar um vídeo para compartilhar o meu ponto de vista sobre o assunto, é claro, visando também o que muitas pessoas costumam definir o que é senioridade em suas respectivas áreas.

Ficou curioso? Então assista o vídeo abaixo:

O mais legal é que é extremamente possível se tornar um desenvolvedor senior. Basta ir atrás de conteúdo e praticar bastante. Para você que está estudando Java e quer ir além do básico, temos diversas carreiras avançadas em Java, interessantíssimas para quem quer se tornar senior. O mesmo vale para o desenvolvedor front-end que pode aprender diversos assuntos essenciais para se tornar senior.

Nos cursos presenciais da Caelum há diversos cursos avançados onde também é possível ter o conhecimento necessário para se tornar um desenvolvedor senior. Eu particularmente recomendo a formação Java EE e o curso de AngularJS para webapps.

O que achou sobre os pontos levantados para cada uma das categorias de profissionais? Compartilhe com o seus amigos e veja também o que eles acham a respeito! 🙂

E para você? O que é ser sênior? Aproveite e compartilhe o seu ponto de vista nos comentários!

FIQUE POR DENTRO

Tech Education Leader no Alura

  • Oi Guilherme,

    muito bom o post/vídeo. Classificar algo assim é muito relativo e sempre depende do contexto e do que se espera do profissional – tem muito pano para manga para discussões calorosas. De qualquer forma, o que você comentou se alinha muito com o que eu penso, em especial sobre “entrar num projeto, implantar uma tecnologia (hype), ficar por 3 meses e pular para outra empresa”.

    Pensar nas desvantagens a médio-longo prazo é muito importante durante as decisões do profissional e da equipe, se basear apenas em artigos que explanam o “happy-path” e as vantagens é muito perigoso! Isso serve para tecnologias, práticas e processos.

    um abraço,

  • Tauan Santana

    vídeo off

  • Julio Faerman

    Minha nomeclatura é simples: O desenvolvedor “junior” precisa ser ajudado, o “pleno” é autônomo e o “sênior” ajuda os demais.

  • Leandro

    Como sempre, ótimo vídeo.
    Obrigado.

  • Minha visão é mais a ver com o nível de domínio da pessoa para realizar determinada função, e é claro que a experiência está relacionada, – mas nem sempre.

    Por exemplo: Existe uma “ideia” a ser implementada (tirar do papel), essa ideia faz parte de algum negócio/ segmento de mercado. E então para que a ideia seja implantada com sucesso no negócio entrariam os papeis de pessoas que poderiam ser classificadas como: Sênior, Pleno, e/ou Junior.

    O Sênior assumiria a função de entender a ideia, estudar/conhecer o negócio e definir um plano/estratégia para que a ideia funcione com o negócio, já projetando tecnologias que serão utilizadas, e também a forma ideal a ser utilizada. O trabalho seria basicamente de ‘casar’ ideia e negócio.

    O Pleno teria a função de entender o plano do Sênior e arquitetar em algo concreto (código), é preparar/criar um ambiente que atenda a demanda a ser implementada, abstrair o código, prever onde vai ficar cada tipo de camada do projeto, etc.

    O Junior por fim atuaria em implementações pontuais utilizando a arquitetura do projeto definida pelo Pleno, seria basicamente pegar a descrição de uma funcionalidade do projeto e fazer funcionar na tela ou onde for.

  • Priscilla Caldeira

    Oi Professor Guilherme! Boa noite! Assisti o vídeo e a descrição do desenvolvedor sênior me pareceu muito com a descrição do cargo de um arquiteto de software, isso porque o meu sonho era ser arquiteta Java e atualmente arquiteta Java/SOA, porque SOA é muito legal. Por favor, o que seria então na sua concepção o perfil de um arquiteto de software? O que diferencia um desenvolvedor sênior de um arquiteto de software? Cursos específicos de arquitetura de software? Certificações? Poderia me ajudar? Até mesmo para eu conseguir me organizar e futuramente conseguir chegar no objetivo de ser arquiteta. Obrigada!!

    • Bom dia Priscilla,

      A pergunta sobre o arquiteto realmente é desafiadora e tentamos discutir a questão no livro:

      https://www.casadocodigo.com.br/products/livro-arquitetura-java

      Acredito que o arquiteto tem que ter a experiência uma pessoa senior (seguindo a descrição do vídeo) deve ter e estar em contato no dia a dia com o projeto por muitos anos para entender suas decisões a longo prazo. Um arquiteto que pula de galho em galho “criando arquiteturas” dificilmente tem a visão das consequencias dessas arquiteturas a longo prazo (4 anos, por exemplo). Enquanto um desenvolvedor senior entende suas consequencias no codigo e no projeto, o arquiteto entende tambem as consequencias entre projetos (sem abrir mao do conhecimento dentro do projeto)… isto é, ele tem que entender as consequencias tanto quanto um desenvolvedor experiente, quanto em um nivel ainda maior. Acabei resumindo bastante a visao de um arquiteto senior para mim, mas acho que é por ai!

      Temos um curso de arquitetura de software na http://www.caelum.com.br que ajudei a criar e boa parte das idéias do livro aparecem por lá!

  • Olá Guilherme boa tarde,
    Olha concordo em partes com você, e como disse o Rafael Ponte é bem relativo eu mesmo já passei por empresas por 3 meses estrategicamente por algumas para projetos rápidos e algumas por até experiência profissional e pessoal mesmo é tudo bem relativo assim como já fiquei bastante tempo em empresas onde cheguei à conclusão que a empresa tecnicamente já não tinha mais o que acrescentar para mim ou seja eu não tinha mais para onde crescer na empresa e eu cheguei com sinceridade para a diretoria e falei o melhor para a empresa seria contratar um estagiário e eu daria consultoria por fora indo uma vez outra na empresa para tirar dúvidas do estagiário.
    E até respondendo para a Priscilla Caldeira, Priscilla o que o Guilherme quis colocar na concepção de sênior é a capacidade de tomada de decisão pela desvantagem ou seja tomar a decisão pensando no que pode acontecer de pior em um projeto apartir da sua decisão e não somente pela quantidade de cursos que você tem que claro é importante também.

    • Guilherme Silveira

      Bom dia Ricardo!

      Concordo com sua descrição. Realmente cada experiʼencia de trabalho é diferente da outra, e existem casos onde ficamos menos tempo em um projeto por um motivo justo como o caso em que citou.

      Abraço

    • Priscilla Caldeira

      Olá, Ricardo, boa noite. Entendi claramente o que o Professor Guilherme Silveira explicou no vídeo e somente quis saber a opinião do Professor Guilherme sobre arquitetura porque a Caelum é referencia de escola de desenvolvedores. Apenas por este motivo perguntei.

  • Eduardo de Medeiros Branquinho

    Boa Tarde! Excelente vídeo. Gostaria de como saber como enviar vídeos de perguntas para vocês.

    Abraços!

  • Diego Rafael

    Guilherme, excelente opinião sobre o tema, um tema dificil, complexo e polêmico na minha opinião.

    Acredito que poderiamos considerar também a própria maturidade do profissional, exemplo: tempo de carreira, projetos envolvidos (como você mesmo citou), situações de onde o prazo é menor que o escopo e soluções rápidas a viáveis precisam ser elaboradas num espaço muito curto de tempo. Muitas pessoas ainda acreditam que senioridade está relacionada apenas a conhecimento técnico, e vejo que o mercado tem qualificado um profissional sênior de outra forma.

    Talvez uma boa forma de medir possar ser: saber se você está apto para executar uma manobra contingêncial acionada em ultima instância para um software em produção (LoL), sabendo que a decisão errada pode ferir a imagem do seu cliente, da sua empresa, a sua própria imagem ou até mesmo custar a sua posição na equipe.

    • Guilherme Silveira

      Bom dia Diego,

      Gosto bastante da questão de entender as implicações de nossas decisões no cliente, empresa, nossa imagem e até mesmo a equipe. Vejo que isso é algo que aprendi (e continuo aprendendo) só com muito tempo, e espero que nos cursos e livros consiga passar um pouco dessa necessidade.

      Obrigado por compartilhar sua opinião!

  • Luziane Briscke

    Muito bom o post pelo que vi aqui tive a certeza que muitos profissionais tem uma visão totalmente distorcida, para a maioria um profissional ser, por exemplo, um programador sênior é ele saber muiitoooo de programação e ponto final

  • Oi Gui,

    Tem um artigo, que eu gosto bastante, que apresenta uma visão do que é ser “Senior”: http://www.kitchensoap.com/2012/10/25/on-being-a-senior-engineer/.

    Acho que ele vai na mesma linha do que você fala no vídeo, mas vai um pouco além, explicando quais são os desdobramentos desses princípios em várias áreas (ou tarefas) que temos que fazer trabalhando como engenheiros (ou desenvolvedores, ou programadores).

    Muito bom poder ouvir opiniões legais sobre isso, como no vídeo e nos comentários.

    Abraço!

  • Bruno Lima

    Olá Guilherme parabéns pelo ótimo post!

    Sugestão: Gostaria de saber se por acaso vocês da Alura teriam (futuramente) alguma idéia em criar algum app, onde pudessemos baixar as aulas (visualização somente pelo app) dos cursos para que nós pudessemos assisti-las off-line para ir adiantando os estudos?

    Digo isso, pois eu como pai de família, tenho um tempo de estudo extremamente escasso devido a emprego, filhos, esposa e por ai vai!

    Me matriculei no Alura em Novembro e estou curtindo demais todos os conteúdos disponíveis, e eu me viro na madrugada para estudar e aproveitar ao máximo os treinamentos.

    Desde já agradeço, abs!

    • Fala Bruno!

      Estamos trabalhando bastante em novas funcionalidades no Alura (:
      E temos sim a intenção de ter algo mobile, mas sem uma previsão no momento.

      Abraço!

  • Gabriel Angeli

    Excelente Guilherme!

    Este assunto é sempre motivo de dúvidas, pois não é simples classificar um profissional, estou de acordo que é preciso olhar a pessoa com uma perspectiva ampla, onde não é só a determinação do conhecimento técnico, ou só a habilidade social. Conheço alguns profissionais que não são “gênios” em um determinado assunto, mas possuem uma gama de habilidades essenciais para conduzir projetos e equipes.

    Muito importante também o que você falou sobre “cegueira tecnológica”. Eu penso exatamente desta mesma forma, porque já presenciei discussões não construtivas (briga de torcidas) sobre determinadas tecnologias. Penso que a chave é ter a maturidade para discutir as vantagens e desvantagens desta e daquela tecnologia, naquela necessidade em questão.

    Grande abraço!

  • Rafael

    Boa tarde, pessoal. Não sei se aqui é o melhor local pra perguntar isso mas…Como posso enviar perguntas como essa do nosso amigo Luiz?

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