Saiba quais são as carreiras possíveis na área de animação 3D

(Last Updated On: 10 de maio de 2017)

Desde que se tornou popular no cinema, a animação 3D vem conquistando um número incontável de fãs e adeptos. Essa técnica trouxe inovação em diversos segmentos da indústria digital, mas foi no cinema onde seu encanto prevaleceu e evoluiu rapidamente.

Quem não lembra de Toy Story, o primeiro grande sucesso em animação 3D? Ele foi lançado em 1995 e levou a produtora Pixar ao conhecimento do grande público, passando do semianonimato ao estrelato.

Na mesma época, outra grande produção em 3D disputava com Toy Story o status de primeiro filme totalmente produzido digitalmente: Cassiopeia, que é uma produção brasileira! Sim, isso mesmo. O Brasil esteve na corrida pela conquista do pódio nesse universo tão fascinante, que ganha cada vez mais espaço.

O início de tudo

Para a surpresa de muitos, não foi com Toy Story que tudo começou. Em 1972, Edwin Catmull (o então futuro fundador da Pixar) e Fred Parke criaram A Computer Animated Hand, um dos primeiros filmes em animação 3D.

Nesse experimento, eles desenvolveram um modelo de mão representada em três dimensões. A imagem apresentava textura e movimento e foi feita a partir da mão do próprio Ed Catmull, reproduzida em uma réplica de gesso. A partir disso, foi feito um mapeamento detalhado do polígono que compunha o modelo tridimensional.

O resultado foi extremamente simples, mas um marco na história da modelagem digital em 3D. Estava aberta a porta para a evolução da técnica e sua aplicação em muito do que conhecemos hoje em computação gráfica.

As carreiras possíveis

Muita gente tem deixado de lado o medo dos softwares de computação gráfica para experimentar essa arte que, há pouco tempo, era vista como privilégio de pessoas com habilidades notáveis.

Na realidade, não é necessário possuir um talento especial para abraçar as carreiras de computação gráfica. É importante, no entanto, estar disposto a dedicar muito tempo e disciplina para se capacitar nessa área.

Para quem tem interesse nesse segmento, um mínimo de vocação artística pode facilitar o aprendizado. Conhecimentos em desenho ou escultura também auxiliam na transição para o 3D, mas esse não é um requisito indispensável para ingressar na carreira.

O que realmente importa é dedicação, paciência, disciplina, força de vontade, trabalho duro e muito mais disso tudo. Aceitar críticas também é uma grande virtude, já que o caminho para a excelência nesse tipo de trabalho é recheado de erros e dúvidas.

Atualmente, esse mercado está em franca expansão e precisa de pessoal capacitado. As carreiras relacionadas à área de animação 3D são muito promissoras e invadem diversos setores à medida que a tecnologia avança e se torna popular. Confira a seguir algumas alternativas e escolha a sua:

Agências publicitárias

As agências funcionam muito bem como ponto de partida para profissionais que estão se aventurando na carreira. É um nicho onde se concentra a maior demanda de pessoas em busca de uma oportunidade para entrar no mercado.

O conteúdo dessas agências costuma ser bastante diversificado. Muitas trabalham com comerciais, envolvendo criação de vinhetas e anúncios que exigem um trabalho mais aprofundado de desenho, modelagem e animação 3D.

Algumas agências criam setores especialmente direcionados à produção de efeitos especiais e animação. Os salários variam bastante de acordo com o nível de conhecimento de cada profissional, mas podem ficar entre R$ 3 mil para iniciantes a R$ 10 mil para gestores/diretores de arte e coordenadores de projetos 3D.

Mercado de games

A cada geração, os jogos eletrônicos vêm conquistando mais e mais adeptos de todas as idades e segmentos. Ganhou até um verbete: “gamificação”, partindo da ideia de que tudo pode virar um game, de filmes a atividades escolares ou profissionais.

Os games já foram vistos como coisa de criança, mas atualmente movimentam bilhões de dólares por ano, firmando-se como profissão séria para adultos e investimento lucrativo para empreendedores. O mercado brasileiro de jogos eletrônicos ocupa a 13º. posição no ranking mundial, segundo estimativa realizada pela Newzoo, consultoria referência em pesquisas da indústria de games.

Essa é uma das mais cobiçadas alternativas para os amantes de animação 3D, afinal, os games são um universo lúdico onde você pode ter a chance de trabalhar com franquias amadas e criar universos totalmente interativos. Entretanto, não se engane: é preciso muita persistência para se manter nele.

A demanda de desenvolvedores no mundo todo é extensa e o leque de opções é cada vez maior. As ferramentas para produzir aplicativos e jogos estão tornando a criação de games mais acessível, criando muita concorrência entre pequenos e grandes estúdios que disputam os mesmos usuários.

Assim, o desafio para promover e distribuir jogos é grande, exigindo um crescimento na especialização em marketing e monetização, além do alto nível da qualidade dos jogos em produção.

Mas tudo isso faz parte de um mercado em expansão. Ao mesmo tempo em que a disputa entre empresas cresce, os negócios complementares também acompanham esse crescimento, estendendo as oportunidades.

No mercado de games, a média salarial para artistas gráficos e animadores flutua entre R$ 1,8 mil e R$ 4 mil. Muitos são freelancers e prestam serviços para diversos estúdios, então esses valores podem variar ainda mais.

De todas as áreas para atuação de artistas gráficos, esta é a que apresenta a mais baixa remuneração, mas é a que mais avança e se renova constantemente. Para os apaixonados por games, vale a pena o esforço.

Produtoras de cinema

O cinema passou por uma transformação impactante desde que a computação gráfica mudou seus contornos. As histórias fantásticas, mundos suprarreais, seres mitológicos e super-heróis passaram a ter mais credibilidade.

Os efeitos visuais que a modelagem e animação 3D proporcionam têm sido as grandes estrelas desse setor. Desde que Edwin Catmull e seus colaboradores produziram o primeiro modelo 3D, essa técnica não parou de evoluir.

É importante deixar claro que os efeitos especiais também são aplicados para compor cenários da vida cotidiana e que, muitas vezes, ninguém suspeita de sua presença “em cena”. Um exemplo disso é o filme Chico Xavier (2010), de Daniel Filho, que teve o uso desse recurso em mais de metade da produção.

Porém, é inegável que o maior chamariz para os aspirantes à carreira de animadores 3D no cinema são os desenhos totalmente digitais. Depois do marco de Toy Story, uma avalanche de filmes colocou a produtora no ápice das bilheterias do gênero.

A Dreamworks de Steven Spielberg trilhou o mesmo caminho com super produções como Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda. Esses dois estúdios se mantêm no topo, alternando sucessos de bilheteria entre si ao lado da Disney, que também produz animações 3D independentemente da Pixar.

O mercado de animadores no cinema ao redor do mundo ainda está carente de profissionais qualificados. A indústria cinematográfica em países como Estados Unidos e França conta com um bom número de especialistas, enquanto no Brasil ainda há um caminho a percorrer para alcançar o mesmo patamar.

Contudo, os salários são mais animadores que nas outras alternativas de carreira: no Brasil costuma variar entre R$ 3 mil a R$ 15 mil para um modelador generalista. Nos Estados Unidos, a realidade profissional é muito diferente e bem mais atraente para quem tiver oportunidade de buscar lá uma carreira de artista gráfico.

Como se pode notar, os caminhos que o mercado da animação 3D apresenta são particularmente interessantes dentro de um universo único, que fascina profissionais e admiradores. Escolha o seu e mãos à obra!

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