UX e UI: conheça as semelhanças e diferenças entre ambos

(Last Updated On: 23 de Maio de 2017)

Está começando no mundo do design, leu na internet ou na graduação alguma coisa sobre UX e UI e não entendeu nada? Não precisa se sentir mal por causa disso. Boa parte dos designers mais experientes ainda confunde esses dois conceitos. Inclusive há muitas vagas por aí que pedem “designer UX / UI”, o que leva a crer que é a mesma coisa.

E isso te dá um ótimo motivo para ler este texto: sabendo o que cada uma dessas coisas significa, você vai estar à frente de muitos profissionais antigos no mercado de design, pelo menos nesse quesito.

Pronto para acabar com essa dúvida de uma vez por todas? Então confira o que UX e UI têm de parecido e de diferente, entenda a aplicação dos conceitos e como atingir bons resultados em cada um, nos seus futuros jobs de design! Vamos lá!

Os significados de UX e UI

A confusão já começa pelo nome. São duas siglas parecidas, e isso, por si só, já induz ao erro. Vamos esclarecer o significado em inglês, sua tradução e as interpretações corretas:

User Experience (UX)

UX significa user experience ou, em bom português, “experiência do usuário”. A palavra “usuário” aqui é muito importante, e pode ser a chave para que você nunca mais confunda os dois termos.

Quando falamos de experiência do usuário, estamos falando de algo subjetivo.

Isto é, por mais que um designer ou web designer se esforce, ele não tem 100% de controle sobre aquilo que as pessoas vão sentir quando experimentarem um produto que projetou.

Uma parte da opinião das pessoas vai ser sempre emocional, momentânea e até impulsiva, em alguns casos. Isso significa um certo grau de imprevisibilidade na aceitação desse produto.

User Interface (UI)

Já a sigla UI significa user interface, o que, traduzido para o português, ficaria “interface do usuário”. Neste caso, estamos falando de algo bem mais objetivo e controlável.

O UI Designer cuida daquela parte em que o usuário interage com um site (no caso do web design), layout ou produto.

Os botões de ligar e desligar de um celular são visíveis? O layout e as cores de um trabalho gráfico deixam à mostra todas as informações que o público deve visualizar? O software é intuitivo? A ordem dos comandos se mantém na memória do usuário entre uma utilização e outra?

Todos esses detalhes fazem parte do UI Design.

Como esses dois conceitos são aplicados

UX e UI são utilizados juntos para melhorar os efeitos do design sobre quem tem contato com ele. Assim, uma forma didática de encarar suas diferenças seria pensando que você melhora a interface do usuário (UI) e, com isso, tenta criar uma melhor experiência do usuário (UX).

Não custa repetir: você nunca mais vai fazer confusão se pensar que pode controlar a interface de um produto ou site, mas não pode ter total certeza de quais efeitos isso vai causar em quem está do outro lado.

Melhor dizendo, você não tem certeza antecipadamente desses efeitos. Mas, uma vez que um produto é colocado em circulação, é interessante recolher feedbacks de quem o utiliza e, a partir deles, entender o nível de experiência do usuário do seu produto.

Se essa experiência não estiver no nível esperado, você faz novas alterações ou cria uma nova interface, coloca essa nova interface em circulação e mede os resultados dela na experiência mais uma vez.

Se for possível repetir esse processo várias vezes, é certo que o nível de experiência do usuário do seu produto vai subir consideravelmente.

Esse é um processo bem simples e que faz parte da rotina de qualquer designer. Automóveis, sapatos, roupas, artigos esportivos e qualquer outra coisa em que as técnicas de interface do usuário podem ser aplicadas seguem essa lógica.

Até mesmo o design gráfico e o web design, com seus layouts de blogs e sites, material gráfico impresso ou para divulgação na internet.

Como fazer uso de UX e UI para uma experiência completa do usuário

Se você parar para pensar, um produto com bom nível de experiência do usuário tem enormes chances de se tornar um sucesso.

Por outro lado, ainda que obedeça a diversos critérios técnicos — isto é, técnicas de UI como consistência, bons feedbacks, atalhos claros e mensagens de erros compreensíveis —  dificilmente ele vai emplacar se as pessoas não se envolverem emocionalmente com ele.

Alguns exemplos mostram como essa relação é curiosa. Se pensar em uma plataforma de armazenamento em nuvem, como o Dropbox ou o Google Drive, você vai ver que eles não alcançaram lugar de destaque entre a concorrência apenas por requisitos técnicos. Foi preciso um algo mais para cativar seus usuários. Já viu como foi o MVP do Dropbox?

Muita coisa da experiência do usuário, por exemplo, não tem a ver tanto com as funcionalidades.

O site da MailChimp é bem funcional, mas tem um aspecto do seu design — como as interações com o chimpanzé, mascote da empresa — que transformam o envolvimento com a marca em algo absolutamente emocional.

Essa plataforma, que oferece um software de e-mail marketing, brinca com as expectativas das pessoas ao disparar e-mails. Por exemplo, ela exibe animações bem-humoradas que suavizam o medo de que haja um erro num e-mail antes de um disparo para milhares de pessoas.

Quem a utiliza tende a perceber essas brincadeiras como uma descontração em um momento de tensão. Ou seja, a plataforma é vista como amigável e humana, o que vai muito além do quanto seus botões ou layout são práticos.

É possível, aliás, que haja produtos com boa interface, mas uma experiência do usuário pobre.

E vice-versa: um produto tecnicamente ruim pode ter boa aceitação e experiência do usuário porque as pessoas o acham bonito ou porque ele é uma reedição de algo que foi lançado quando elas eram crianças, por exemplo.

Mas tenha em mente que, embora subjetivo, o UX Design não é imprevisível. Há formas muito eficazes de compreendê-lo e aplicá-lo com sucesso. Caso contrário, não haveria especialistas nesse conceito, como é o caso de Dain Miller. Veja como captar e prever a experiência do usuário:

  • Estudando o gosto do consumidor por meio de pesquisas: sempre que uma empresa te contratar para desenvolver um produto, pesquise as preferências das pessoas que vão utilizá-los.
  • Mantenha um canal aberto com os usuários, em que eles possam dar feedbacks constantes. Criadores de software e aplicativos fazem uso desse recurso há um bom tempo.
  • Seja fiel aos resultados da experiência do usuário (UX), mesmo que elas contrariem algumas regras básicas de praticidade. Como dissemos há pouco, nem tudo no sucesso de um produto vem do lado racional do usuário.

Tomara que, depois de ler este texto, a confusão entre essas duas categorias seja coisa do passado para você. E, que, além de tirar as suas dúvidas, você tenha se divertido com a leitura!

Ao escrevê-lo, tentamos usar tudo que sabemos de interface do usuário: organizamos o conteúdo e colocamos as informações numa linguagem que soasse o mais próxima possível de você.

Será que deu para entender como é possível estender esses conceitos até para outras áreas fora do design?

E que tal compreender essa diferença mais a fundo com o nosso curso UX: o que é experiência do usuário? Tire suas dúvidas sobre UX e UI, aprenda sobre Gamestorming, usabilidade e muito mais!

FIQUE POR DENTRO

Bacharel em Design Digital, atua na área de web há cerca de cinco anos. Já trabalhou também com animação e edição de vídeo.

Atualmente desenvolve e ensina front end e UX Design na Caelum. Ama tecnologia, front end, design, jogos e coisas revolucionárias.

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