Criando o primeiro App Android

Muitas pessoas utilizam seus celulares para realizar tarefas rotineiras, como ligações, envio de mensagens, postagens em redes sociais, escutar músicas, jogos e etc… Não é uma novidade a capacidade que temos com um celular, principalmente o Android que desde 2017 possui mais de 2 bilhões de dispositivos ativos!

Considerando o potencial desta plataforma, não à toa, muitas empresas investem pesado para fornecer aplicativos Android para seus clientes, seja um App simples ou complexo… E você? Também interessado em colocar em prática a sua ideia para o mundo Android? Então confira abaixo como você pode criar o seu primeiro App em Android!

Android Studio: ferramenta de desenvolvimento

Assim como muitas linguagens de programação ou frameworks, no Android temos o Android Studio como IDE oficial para desenvolver Apps Android, a partir dele, somos capazes de criar os nosso Apps. Portanto, como primeiro passo faça download e instale o Android Studio conforme o seu sistema operacional.

Uma observação interessante é que o Android Studio é baseado no Intellij IDEA da Jetbrains que oferece o Toolbox, um instalador de IDEs capaz de instalar as ferramentas da Jetbrains, inclusive, o Android Studio! É uma ótima alternativa para evitar passos manuais, comuns em sistemas Linux.

Após instalar o Android Studio e executar os passos iniciais de wizard (famosos nexts), chegamos na launcher (tela inicial) do Android Studio:

Criando o projeto

Para começar um projeto novo é bem simples, basta apenas clicar em Start a new Android Studio project:

Nesta tela o Android Studio nos orienta a configurar a plataforma que daremos suporte e as opções que temos para criar uma Activity.

“Plataforma? Activities? O que essas coisas significam?”

Activities e plataformas do Android

Além de um sistema operacional para celulares, o Android opera também em outros dispositivos, como é o caso de tablets (que se encaixa na categoria de celulares), Wears (smartwatches), TVs, automóveis e IoT. Já as Activities, são entidades responsáveis em executar o App e apresentar a interface gráfica para o usuário.

Portanto, podemos escolher, por exemplo, o modelo Empty Activity que cria toda estrutura da Activity, porém com um visual vazio pronto para ser editado. Após selecionar a opção, basta clicar em Next:

Configurações do projeto

Nesta tela definimos o nome do projeto, pacote, local do projeto, linguagem e API mínima. Para esse projeto vou simular um App para registrar tarefas, por isso vou manter o nome Tarefas.

Ao realizar essa modificação, o Android Studio automaticamente ajusta os campos de pacote e local do projeto.

Isso porque o pacote é o mesmo que vemos em projetos Java, com a configuração do reverse domain que é o nome do domínio invertido por isso do valor br.com.alura.tarefas, caso você tenha um domínio próprio, basta apenas colocá-lo no modo reverso e adicionar o nome do projeto no final.

No local do projeto, fique à vontade em manter o projeto onde costuma deixar seus projetos 🙂

A escolha de linguagem vamos manter o Java, considerando que ele é a opção padrão durante a configuração.

A partir desta opção, somos capazes de configurar a famosa linguagem Kotlin para Android.

Definindo API mínima

Na API mínima, indicamos qual a versão mínima do Android vamos dar suporte, no exemplo está marcando a opção 4.4 que representa a API 19 do Android SDK. Você pode escolher a API que deseja, a única observação é quanto mais recente for a API mínima, menos usuários seu App vai atender.

Para um auxílio na escolha, você pode clicar em Help me choose que apresenta uma nova janela indicando a porcentagem de dispositivos ativos com base na versão desejada.

Por fim, temos os checkbox para configurar o instant App e AndroidX. Considerando que estamos nos primeiros passos, podemos ignorar esses campos que podem ser vistos em um segundo momento. Então clicamos em Finish:

Temos então o nosso projeto criado! Observe que abaixo temos a aba Build que indica se todas as configurações foram realizadas, a mensagem “Build: completed successfully” indica que o projeto foi construído sem nenhum problema, portanto, podemos testá-lo!

Executando o projeto

Para isso, podemos clicar no menu Run > Run ‘app’ ou usar o atalho Shift + F10:

Nesta tela o Android Studio tenta buscar um dispositivo capaz de executar o App. A princípio, não temos nenhum disponível, portanto, podemos executar em um dispositivo real/físico que opera o Android, ou então, criamos um emulador Android que serve como um dispositivo virtual.

Criando emulador

Considerando que nem todo mundo tem um dispositivo Android para poder executar um App, criamos um emulador Android. Para isso, clicamos no botão Create New Virtual Device:

Nesta janela escolhemos qual emulador desejamos. No geral teremos os dispositivos que tiveram vínculo com a Google durante a sua produção, como é o caso do Nexus e Pixel, como também, dispositivos genéricos, fique à vontade para escolher o que desejar e clicar em Next:

Neste exemplo usarei o Pixel 2

Nesta etapa precisamos indicar qual versão do Android o emulador vai usar durante a execução. Para cada versão é necessário a realização de download, no exemplo, estamos usando a versão Android Pie que é o Android 9 ou, em nível de SDK, API 28. Após escolher a versão desejada clique em Next novamente:

Nesta tela você é capaz de configurar o seu emulador com opções desejadas, como por exemplo, atribuir um nome, orientação padrão ao executar e outras coisas… No geral, as configurações padrões atendem a maioria dos casos, portanto, podemos pular e clicar em Finish:

Note que agora aparece o emulador criado na tela para escolher o dispositivo, basta mantê-lo selecionado e clicar em OK.

Neste momento o Android Studio executa instruções para subir o emulador e rodar o projeto no mesmo, dependendo do poder computacional do seu computador, talvez demore a finalização de execução. Ao finalizar, temos o seguinte resultado:

Veja que ele mostra o famoso Hello World!

“Muito legal, mas como posso escrever as minhas tarefas?”

Explorando o código fonte gerado

Para isso, precisamos explorar um pouco do código gerado pelo Android Studio, como é o caso da classe br.com.alura.tarefas.MainActivity:


package br.com.alura.tarefas;

import android.support.v7.app.AppCompatActivity;

import android.os.Bundle;

public class MainActivity extends AppCompatActivity {

   @Override

   protected void onCreate(Bundle savedInstanceState) {

       super.onCreate(savedInstanceState);

       setContentView(R.layout.activity_main);
   }

}

Perceba que temos um punhado de instruções. O primeiro ponto notável, é que fazemos a herança de AppCompatActivity na qual permite acessar todos os comportamentos de uma Activity do Android.

Também, temos a sobrescrita do método onCreate() que representa o estado de criação da Activity:

“Como assim o estado de criação?”

Estado criação da Activity

Se explorarmos o pacote br.com.alura.tarefas, a única classe existente é a MainActivity e, mesmo sem um método main(), o projeto consegue ser executado!

Isso acontece pelo fato de que o Android como sistema operacional, gerencia a criação das Activities e permite a adição de comportamentos a partir da sobrescrita dos seus estados.

Portanto, qualquer instrução dentro do onCreate() será executada durante a criação da Activity!

Inclusive, perceba que temos o método setContentView(), responsável em configurar o visual da Activity, com o argumento R.layout.activity_main. Este argumento representa o layout gerado a partir do modelo Blank Activity.

Editando o layout da Activity

Para editar o layout, podemos acessar o arquivo dentro de res > layout > activity_main.xml:

Ao abrir o arquivo, temos acesso ao editor visual do layout! A partir dele, podemos modificar o conteúdo do texto apresentado na tela que é representado pelo componente TextView.

Ao clicar no TextView temos acesso aos seus atributos, dentre eles, o text que está mantendo o texto Hello World!, portanto, ao modificar esse atributo:

Somos capazes de adicionar a nossa tarefa! Nesse caso a Estudar Android. Com essa modificação temos o seguinte resultado ao executar o App novamente:

A nossa tarefa aparece conforme o esperado!

Conclusão

Por mais que o resultado do que fizemos tenha sido simples, note que tivemos bastante detalhes das peculiaridades do Android Framework.

Com certeza não estamos limitados apenas a editar um layout e apresentar uma mensagem, somos capazes de implementar outros comportamentos, como uma lista ou formulário.

Interessado em aprender como é possível evoluir nesta área de desenvolvimento de software? Então confira o curso de fundamentos de Android da Alura que, além de explicar passo a passo do que foi feito por debaixo dos panos durante a criação do projeto, também ensina como criamos layouts, implementamos listas e formulários comuns em qualquer App 🙂

Content Editor at Alura and Software Developer

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